terça-feira, 14 de abril de 2009

Refleçoes sobre Raça e Clase: Sexualidade entre menores

Este fim se semana santo curtí muito com uma amiga querida que mora em um dos barrios pobres de esta região do Salvador. Alem de poder conhecer-lha mais profundamente por meio de interagir com sua familia, suas amizades, seu barrio, e sua communidade, eu fiquei num estado de observação continua em minha tentativa de aprender mais sobre a cultura do povo baiano pertecente a clase baixa.

De tudas as observações e conversas feitas, a mais destacada tem que ver com o abordajem ao tema de sexo nestas comunidades. Frequentemente o tema fazia aparenças cruas nas conversas não só entre jovems e adultos, mas tambêm com o que eu considero criança – uma pessoa com menos de treze anos. É sabido que os jovems no Brasil, particularmente aquelos morando e tais communidades, començam suas vidas sexuais à uma idade muito nova, perto dos treze ou quatorze anos, em comparação a outros jovems. Mas um pensamento que nunca desiste de me confusar é o porque existe este padrão sexual nestas communidades? É só uma aceitação pelos adultos que, em fim, os jovems fazerão o que eles quiserem ou existe uma idealização do sexo animada pelos adultos e é aprendido pelos jovems e crianças?

A primeira destas observações aconteceu dentro de um nucleo familiar. Claro, esta observação é de só uma familia, então não é justo usar este exemplo para generealizar todas as familias, mas serve como um exemplo da comunicação livre sobre o tema. Foi shockante para eu ver as irmãs novas de minha amiga de quatorze e deziseis anos falando e brincando sobre os detalhes crus das relações sexuais frente de sua mãe e seus irmãos mais velhos. Umas horas depois entrei na casa dos pais de minha amiga para usar o banheiro e me encontrei com o pai da familia nú, só cubrindo suas partes com uma pequena toalha, deitado no sofá assitindo um programa com a porta da casa aberta para qualquer pessoa puder entrar. Depois de uma conversa com minha amiga ela me faló que entre familia tudos são bem abertos com a nuez, e que atos que eu considero privados, como o vestir, usar o banheiro, e só ficar nú, mudam-se a atos aceitaveis entre familia e amizades próximas. Sem esquecer que este é um exemplo da dínamica de esta familia particular, meu tempo neste hogar desencadeo muitas questões como se aquela abertura sexual e pessoal é bom porque de uma maneira sumem as barreiras do espaço pessoal e unem a familia em um outro nivel? Ou se aquela abertura justifica na mente dos jovems e crianças a libertinajem sexual desde uma idade nova?

Alem de esta observação specifica, eu teve varias outras que foram indicadoras de uma cultura sexual dentro desta communidade. Uma foi o uso de roupas extremamente curtas que deixam pouco, o nada, a imaginação. Este éstilo é usado pelas adultas, jovems, e crianças e frequentemente faziam a identificação da faixa etaria das mulheres entre os 12 e 25 anos extremamente dificil. O que significa este uso semelhante de roupa tão sexualizada pelas mulheres jovems e adultas? Recibi minha primeira dose de shocke etaria depois de conhecer uma menina que aparentava pelo menos 17 anos por causa de sua roupa pequena e barulhenta, sua fala, e sua libertinagem com a bebida e o cigaro, mas em realidade só tinha quatorze anos. Não consegui disistir de comparar a essa menina de quatorze anos com minha irmã brasileira da mesma idade que enquanto seja mais desenvolvida físicamente, ainda pareçe ter sua idade. Então, qual é o objetivo de esta menina, mesmo como dozenas de outras, em se vestir de um jeito tão maduro? Tem algo que ver com os papeis do género que parecem ser extremamente definidas dentro destas communidades?

A última, e talvez a mais crúa de estas observações, foi uma apresentação de dança coreografeada de pagode feita por um grupo de meninos entre as idades de 9 e 13 anos. Alem da letra da música ser muito vulgar, a dança accompanhante também é extremamente sexual em seus movimentos e implicações. Claro, é uma coisa se a apresentação tivesse sido feita por um grupo de homems adultos, mas foi um grupo de meninos que já estavam bem familiarizados com tais movimentos. Para emfatizar a sensualidade da apresentação, estos meninos levavam só pequenas cuecas e chapeus, e foram aplaudidos pelas dozenas de meninas paradas na frente do palco que foram ENCOURAGED a fazer-lho pelo coordenador do programa. Parecia ser que os adultos mesmos promoviam tais representações sexuais pelo elogio do programa e, ainda mais, pela coordenação de tal apresentação. Minha pergunta é então, como se define a juventude se desde crianças os meninos e meninas conhecem não só os detalhes do ato sexual, mas são animados à assertar sua identidade sexual por meio de sua preferença sexual e tambêm sua representação fisica de dada sexualidade? Pode ser que esta perdida de inocencia nova seja causa da gravidez nova que acontece com frequencia dentro destas communidades? Cade o machismo e a objectificação da mulher? Se é certo que existem conexções entre a expreção sexual dos jovems e as questões sociais mais complexas dentro das communidades pobres do Salvador, que pode-se fazer agora para mudar aquele pensamento e queibrar tais padrões?

Eu faço estas perguntas porque eu não sei as respostas e tampouco sei se respostas concretas existem. Eu tenho minhas teorias – mas só com pesquisa pode-se começar a entender a complexidade do tema da sexualidade, e mais a sexualidade infantil, nestas communidades.

Um comentário:

Alex Simões disse...

Evelyn

Parabéns pelo texcto!Muito interessantes suas observações e perguntas. Considero muito apropriada também a sua cautela em lembrar que se trata de uma reflexão sobre uma família particular, que não pdoe ser generalizada para a família soteropolitana pobre.
Algumas questões que me surgiram durante a leitura de seu texto:
Até que ponto a presença de uma etsrangeira dentro de uma casa não interfere em ceras performances e discursos em torno da sexualidade? SErá mesmo que o pai sempre se comporta daquele jeito? Em geral, nós baianos do litoral temos uma relativa permissividade com a seminudez nas ruas, nas praias, mas não é muito comum ficar usando roupas de baixo quando tem pessoas estranhas dentro de casa. Talvez ele pressupisusesse que você não se importaria. Talvez se você fosse brasileira ele teria uma outra performance.
Por que você não revelou qual o bairro? Essa é uma informação importante nessa etnografia que você faz de uma família num fim de semana.
Eu entendo que você fique chocada com o pagode das crianças e que as conotações sexuais sejam muito evidentes. Mas comprreenda que em nossa cultura a sexualidade tem um valor muito diferente da sua. Quando falo "mossa cultura" me refiro a um segmento bem específico da Bahia, com o qual eu não me identifico. Mas que existe. Por mais que ue fique chocado, há muito mais performance, encenação, do que execução. É claro que existem relações entre essas encenações e as práticas de pedofilia e a sexualidade precoce, mas considero muito mais produtivo pensar em como nós lidamos de forma diferente e jocosa com a sexualidade.
No mais, sugiro que você tente usar o corretor cortográfico do word. Tem algum portuunhol, mas tem muitos erros de ortografias que o word poderia corrigir.