1.) Explique um pouco sobre o hospital onde você faz estagio e seu papel lá.
Resposta: Estou estagiando no Hospital Santo Amaro, que é uma maternidade. É um um hospital conveniado e particular. Tem atendimentos de emergências e urgências na área obstétrica. É composto por 4 alas de apartamentos e enfermarias, uma neonatologia dividida em três alas ( a qual é referência em Salvador) . Está localizado na Avenida Centenário. O hospital é formado por equipes de administração, gerencia, enfermagem e técnicos, nutrição, psicóloga entre outras.
Eu estou inserida na equipe de Serviço Social, onde desenvolvo atividades diárias de visitas aos leitos, sempre verificando qual a demanda da paciente e orientando quanto Direitos Previdenciários, e desenvolvo uma oficina de amamentação junto com a eequipe de enfermagem.
2.) Qual parte de seu trabalho você gosta mais e por quê?
Resposta: Quando passo orientações para os pais sobre Direitos Previdenciários. Porque me sinto útil passando informações para os pais, onde muitas vezes não sabem como registrar seus filhos, quase sempre por causa da emoção do nascimento dos filhos.
3.) Você disse que às vezes se encontra uma família de uma criança falecida. Come você mantém suas emoções nessas situações?
Resposta:Tenho que manter o equilíbrio emocional, e saber agir como profissional, pois os pais que se encontram nessa situação precisam de um apoio, e também preciso saber detectar se os pais precisam de atendimento psicológico. Não posso ser neutra com a situação, mas preciso segurar as emoções.
4.) Quais qualidades você acha que são preciosas para ser uma assistente social dentro de um hospital?
Resposta: Na verdade são atribuições e não qualidades. São diversas entres elas podemos destacar: proceder o acompanhamento social enquanto as parturientes se encontrarem internadas, orientar as pacientes a utilizarem adequadamente os recurso institucionais e socias, apoiar e orientar as pacientes, e etc.
5.) Há algo mais você quer dizer sobre sua experiência ou alguma coisa que tenha aprendido em seu estagio?
Resposta: Sim, a questão emocional. É muito difícil encarar uma família que esperou durante 9 meses por seu filho e ele nasce morto ou quando está na neo. Tive que aprender a controlar as minhas emoções, e isso é importante para minha carreira profissional.
Ilha das Flores (Jorge Furtado)
Há 17 anos
Um comentário:
Radomir,
Em primeiro lugar, parabéns pelas iniciativas. A de ser o primeiro a publicar em nosso bloge a de fazer uma entrevista tão relevante. Há alguns pontos no que se refere ao uso da língua que gostaria de apontar, não aqui, mas em sala de aula. Isso não quer dizer necessariamente corrigir, mas sobretudo significa observar e compreender certos usos, que não são só feitos por você, mas pela sua entrevistada. Um exemplo para você pensar é como ela usa onde sem se referir a um lugar, mas a uma situação. O objetivo de atividades como esta é justamente entender a língua em seu uso real, em contextos reais de situação, para podermos criticamente usar ou não as formas padrão do português brasileiro, adequando-nos aos contextos de uso e aos interlocutores.
Em termos de estrutura do texto, só uma observação, que você pdoe ou não acatar. Seria bacana fazer uma rápida introdução à entrevista, explicitando como você chegou à entrevistada, por que você a escolheu para esta atividade e por que lhe interessam as respostas emocionais que ela tem em seu cotidiano. Muito legal sua atividade, aliás, o que tem sido coerente com a sua atuação no curso. Bom fim de semana.
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