sábado, 9 de maio de 2009

Quando era pequena, sempre quis ser uma fotografo para a revista “National Geographic.” Meu pai recebia essa revista todos os meses e eu olhava para os fotos bonitos de animais, pessoas, e lugares de todo o mundo. A idéia de viagar o mundo inteiro para tirar fotos parecia tão legal e glamoroso. Depois, eu assisti um documentário sobre um fotografo para a mesma revista. Ele saia de casa por meses e tinha que deixar a família dele em casa sozinha. Para tirar um foto bom, ele tinha que ficar no mesmo lugar por horas, as vezes sem movimento, esperando para um animal chegar ou alguma outra coisa acontecer. Tinha uma parte nesse documentário quando ele estava preparando para ir pro Antartica, a esposa e os filhos dele estavam chorando porque eles sabiam que ia ser perigroso. Em fim, decidi que talvez isto nao fosse o trabalho maravilhoso que eu imaginei seria. Agora eu ainda gosto ficar pensando em quais tipos de fotos eu tiraria se eu estivesse trabalhando para eles. Por isso, quando estou pensando em quais lugares eu quero ver aqui no Salvador, eu sempre penso em quais lugares eu vou conseguir tirar os melhores fotos. Enquanto, não quero tirar só os fotos genéricos que pode encontrar em qualquer album de “férias em Salvador.” Eu quero ver a realidade de Salvador em vez de o Salvador que os turistos geralmente veram. Durante o Carnaval, não queria tirar fotos das pessoas ricas nos camarotes, queria tirar fotos das pessoas na rua tentando encontrar latas para ganhar dinheiro ou as pessoas do interior que chegaram para puxar a corda para os blocos. No Pelourinho, não quero tirar fotos dos edifícios coloridos mas dos meninos pegando cóco do lixo para fazer malabarismos para receber um real ou cincuenta centavos dos gringos ou talvez um foto das baianas quando elas viram para fazer uma cara feia em vez de um sorriso enorme. Não quero dizer que todas as realidades do Salvador são ruins. Também quero tirar fotos das crianças na praia tomando banho do mar e brincando, dos capoeiristas jogando em frente do Farol da Barra ou treinando na praia, das familias comendo dobradinha, carne do sol e purê de aipim ou outra comida baiana, dos amigos num bar assistindo um jogo de Vitória e Bahia que têm que ser inimigos durante ou jogo mas depois voltam para ser amigos de novo. É claro que eu queira ver todos os lugares famosos que o Salvador tem, o Farol de Itapuã, o Elevador Lacerda e Mercado Modelo, todas as praias maravilhosas, a Lagoa de Abaeté, a Maéta, e a Igreja do Bomfim, a lista sempre está crescendo, mas para mim, as coisas que já fizeram e vão fazer o maior impressão em mim são as coisas coitidiana.

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